Qual a Diferença entre Júnior, Pleno e Sênior

Esses dias eu fui questionado sobre este assunto:
Mas afinal, qual a diferença entre um desenvolvedor júnior, pleno e sênior?

Esta diferenciação é algo subjetivo e muda de empresa para empresa.
Um profissional sênior para uma empresa, pode ser pleno para outra.
E acredite, isso é mais comum do que imaginamos.

O primeiro ponto a ser entendido, é que a senioridade de um profissional está diretamente relacionada ao retorno que ele consegue proporcionar ao negócio e ao grau de confiança que a empresa consegue depositar neste profissional.

Como “Grau de Confiança” eu me refiro a várias coisas, mas principalmente à qualidade técnica exigida para as atividades e a sua capacidade de prever e solucionar problemas.
E isso não é o mesmo que pró-atividade.
Prever e solucionar problemas significa, acima de tudo, entregar soluções de qualidade e com baixíssima taxa re-trabalho, sejam eles causados por erros de programação ou de análise (de sistemas ou de negócio).

Toda empresa busca profissionais de confiança, profissionais para quem se possa delegar responsabilidades e ao mesmo tempo sentir-se confiante que as tarefas serão executadas da melhor forma possível, considerando-se a relação “Custo X Benefício” das alternativas, seguindo o Plano Estratégico da empresa, reportando e transparecendo os sucessos e insucessos, inovando, criando ou desenvolvendo novas técnicas, operações e processos mais eficientes e menos custosos.

O quanto mais próximos estivermos deste patamar, mais seniores seremos.

Podemos também ver esta diferença a partir de diferentes pontos de vista:

DO PONTO DE VISTA DO NEGÓCIO

O Desenvolvedor Júnior é aquele profissional que, por mais que você esteja certo a sua inteligência e potencial, você sabe que ainda lhe falta experiência e, por isto, ainda evita encaminhá-lo projetos ou problemas mais complexos.

Em suma, é o tipo de profissional que, normalmente, vai assumir problemas e projetos de baixa complexidade.

O profissional Pleno possui mais conhecimento e experiência, já trabalhou em vários projetos e toca tranquilamente um projeto de média complexidade.

O projetos mais simples podem ser desenvolvidos sem a supervisão do Profissional Sênior, o que não ocorre com os projetos mais complexos.
Você conhece a capacidade e o potencial deste profissional, porém, por alguma razão você ainda prefere encaminhar projetos e problemas mais complexos para outros profissionais mais experientes, que de alguma forma, lhe transmitem maior segurança.

É algo mais ou menos assim: Surgiu um “Abacaxi” (isso mesmo, com “A” maiúsculo), passa pro “Fulano”, porque ele dá conta do recado.

O “Fulano” é justamente o profissional Sênior. É o cara que descasca qualquer abacaxi, e que até conhece os diferentes tipos de abacaxis, por mais parecidos que eles sejam.
Alguns sabem até o seu nome científico e o tipo de “praga” que ocasionou a anomalia.

Enfim, é o profissional que conhece muito além do que ensinam as faculdades e que, normalmente, já está a um bom tempo na empresa.
Conhece, além do técnico, os produtos da empresa, seus pontos fortes e fracos, suas estratégias, mercado e regras de negócio envolvidas.

DO PONTO DE VISTA TÉCNICO

O Júnior é aquele profissional que está apto a desenvolver projetos ou resolver problemas de baixa complexidade, mas sempre com uma certa supervisão.

Normalmente, parte do seu trabalho é testada e/ou revisada por profissionais mais experientes.
Seus projetos costumam apresentar vários erros de naturezas diferentes: erros de usabilidade, programação, arquitetura, performance, segurança e etc.

Isto não quer dizer que este profissional seja ruim, ele está apenas em um estágio inicial.
Com tempo e a experiência, este profissional tende a ser “lapidado” e evoluir tecnicamente.

O Pleno é aquele profissional que toca qualquer projeto de média complexidade, tranquilamente.

Muitas vezes este profissional não consegue prever futuros problemas de escalabilidade, manutenibilidade do código ou ainda de performance da aplicação e, por isso, os erros encontrados normalmente são mais sutis e no tocante à arquitetura, legibilidade do código, usabilidade e otimização de SQL.

Quero deixar claro que o Profissional Pleno, normalmente é um bom profissional, é aquele cara que têm conhecimento e experiência para tocar plenamente um projeto.
Ele apenas não tem (ainda) os anos de experiência de um Profissional Sênior, que os dê subsídios para conhecer ainda mais deste universo que compõe o Desenvolvimento de Software.

O Desenvolvedor Sênior está um estágio a frente. Normalmente ele têm pleno conhecimento de Arquitetura de Software, da linguagem de programação utilizada, segurança e performance.
Entende de análise, conhece o negócio e a maioria das características e desejos dos clientes.

Este profissional é um grande solucionador de problemas.
Tem determinação e conhecimento para ir atrás e “destrinchar” mesmo os problemas mais cabulosos.
Naturalmente, nem todos problemas terão solução, mas este profissional deverá lhe oferecer uma alternativa, ou pelo menos uma resposta que lhe fará entender o problema e as alternativas possíveis.

Normalmente este profissional produz poucos erros e, acima de tudo, é o tipo de profissional em que os superiores têm plena confiança.

Ronan Lucio Pereira

apenas um comentário

  1. GOMES on

    MEU AMIGO OBRIGADO PELA ORIENTAÇÃO ME AJUDOU MUITO UM ABRAÇO


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